Clara na escuridão a alma perdida reluziu.
Sem motivo, sem porquê.
Na paz escrevi o que aquelas ondas não foram capazes de apagar.
Pôr do sol como testemunha.
Casinha pequena agora gigante.
Novo jardim, ainda que sem flôr.
Pacientemente, devagar, espreguiça, estica, fecha as asas e ameaça repousar.
E é assim que elas chegam. As duas. Me agarro a boa e canto pra ser feliz.
E por falar em saudade onde anda você
Onde andam seus olhos que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou louco de tanto prazer
E por falar em beleza onde anda a canção
Que se ouvia na noite dos bares de então
Onde a gente ficava,onde a gente se amava
Em total solidão
Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares,que apesar dos pesares,
Me trazem você
E por falar em paixão, em razão de viver,
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares, na noite, nos bares
A onde anda você?
