sexta-feira, 23 de abril de 2010

Waiting

E ainda que sem, hoje escolho não ter cura.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Se vão virar realidade?

Não sei mas seria completa se fossem.

Mesmo depois de tanto tempo palavras continuam a borbulhar. Borboletas no estômago, calafrios, mãos frias, pés nem tanto. Se agarram ao chão.

Estúpida pretenção.

Falta monstruosa.

Pretexto. Não EU.

Fecho os olhos. Abraço. Amor de alma.

Palavras lindas. Escolho o silêncio.

Me contaram que "Meninas bonitas não choram".

E eu, que só queria falar de saudade.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Sonhei.

Foi intenso.
Me pergunto se não foi real.
De fato, foi mais que minha atual realidade.
Foi muito bom! Deu saudade. Boa.
Ainda que presa fui livre e decidindo voar tirei os pés do chão.
Leve como a folha que cai alí ao lado, num surto inconscientemente incontrolável, fui embalada pelo seu sorriso e graciosamente me deixei levar.

Por essas e outras, nada mais justo que agradecer!
Obrigada por mesmo que sem querer ter feito meu dia mais feliz. =)

terça-feira, 20 de abril de 2010

E relembrando valores

Vale a pena postar pra não me deixar esquecer.

"Não terás medo do terror de noite,
nem da seta que voa de dia.
Nem da peste que anda na escuridão,
nem da mortandade que assola ao meio-dia.
Mil cairão ao teu lado e dez mil cairão a tua direita,
mas tu nao sera atingido"
e que assim seja.

Conversa fiada

E assim, não ví a chuva passar.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Barco.

Alívio.

A maré finalmente tende à calmaria.

Pra você não?

Pena. Quando EU mudo TUDO fica mesmo diferente!


Nessa mistura de cores, belezas, tarefas, cansaço, turbilhão de pensamentos, saudades, amores e contradições levanto a bandeira branca e aviso aos navegantes...


TERRA a vista.

domingo, 18 de abril de 2010

And I give up

Não mais falta.
Não mais nós na garganta.
Não mais lágrimas...nem por amor e nem por falta dele.

Se o que me resta são palavras escolho as mais bonitas pra construir meu presente.
Nelas me agarro sem atitude.
Falta de vontade.

Entrego os pontos.

Olhos cansados. Fartos de palavras soltas ao vento.

Vazia esperei.
Culpada por tanto dividir.
E porque pouco me resta, muito ainda me falta.

Não mais gigante.

Fragilmente dilacero minha alma expondo medos e ausências na tentativa de renascer das cinzas dessa corrosão de sentimentos.

And giving up só desejo que no fundo do meu poço haja cura pra tanta dor, ou no mínimo, molas.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

E depois de tanto...

Expresso minha cordialidade e visto a fantasia do mundo globalizado pra te dizer: que venham as novas peças teatrais pois no seu palco já não quero ser atriz principal.

E assim, sigo meu caminho cultivando o que me convém e refletindo o que nem mesmo eu sei mensurar.


Lágrimas e chuva - Kid Abelha

Eu perco o sono e choro
Sei que quase desespero
Mas não sei por quê

A noite é muito longa,
Eu sou capaz de certas coisas
Que eu não quis fazer.

Será que alguma coisa,
Nisso tudo, faz sentido?
A vida é sempre um risco,
Eu tenho medo.

Lágrimas e chuva
Molham o vidro da janela
Mas ninguém me vê

O mundo é muito injusto
Eu dou plantão nos meus problemas
Que eu quero esquecer

Será que existe alguém
Ou algum motivo importante
Que justifique a vida
Ou pelo menos este instante

Eu vou contando as horas
E fico ouvindo passos
Quem sabe o fim da história
De mil e uma noites
De suspense no meu quarto...

Meu único soneto

Desde menina não me identifico em poesias. Sempre achei que palavras bonitas não ficam bem em formas desconexas, ainda que sejam capazes de expressar o "abstrato jeito de ver o mundo".

De todas elas, contudo, poucas me fizeram sentido e essa a seguir é uma delas.


"Quem poderá enxergar tua alma tão bela quanto eu?
Ou poderá ver em teus olhos toda sinceridade de teu ser?

Teu sorriso é tão belo quanto o pôr do sol
e o sol que me acolhe e me esquenta é o teu olhar tão profundo,
que a tantos penetra e a muitos outros acalenta.

Pobre de mim...um simples ser, HUMANO.
Acreditar que um dia tocarei as asas de tua sabedoria e a
leveza de tua poesia....

Sim!!! Somente EU poderei ver-te tão real quanto és.
E somente EU terei que sofrer tanto em ter que me contentar a simplesmente OLHAR...."


Ao meu amigo Mant por ter me mostrado que todos nós sofremos pelas mesmas causas, ainda que expressas de formas diferentes.

Triste

Triste entender que quem ama cuida.
Triste aceitar não ser cuidada (o) quando tanto foi dado com a alma.
Triste fazer o amor se moldar e ser descrito em definições medíocres e completamente apáticas.

Triste não se permitir. Não me permitir.
Deixar o tempo passar com tanto por se dizer. Tão pouco pra tamanha consequência.

Sentimentos não se banalizam, sonhos não se abandonam e convicções não deixam simplesmente de existir.

Finalmente entendo, ainda sem aceitar, que o passado ficava bem na época em que foi escrito, mas também foi nela em que nossos mundos se separam.

Tristemente.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Adiamento

Adiei.

Compromissos, trabalhos, decisões e atividades cotidianas (coisas que costumam roubar minha atenção), só pra mergulhar nos meus pensamentos. Não, hoje não priorizo meu umbigo, mas humildimente constato que sou mais feliz quando percebo que ele está no centro de tudo.

Hoje, assim como esses últimos dias, estou em paz e apesar desse "adiamento momentâneo" nada fugiu ao schedule.
Adiei por opção. Pra me curtir mesmo. Relaxar, cuidar de mim e me redescobrir (apesar de continuar em movimento). Sonhei, reafirmei meus votos, acordo na hora (mas sem vontade), me dou trégua. 
Tenho orgulho de onde cheguei e mais ainda do que venci. Dessa vez não foi por tristeza ou dor...disso também tenho orgulho.

Não tenho tanto quando começo a lembrar dos contras. Como "passado" não me refiro mais a hoje.

Tive medo. Tive culpa. Tive sonhos. Não tive nada.
Fui e vim por desejo de ser livre.
Anseios, fantasmas, você e o marasmo que esteve por me enlaçar. 

Passado. 

Hoje tenho amor (quase do tamanho do seu "vazio") e ainda que faltem pedaços, hoje me aprofundo no que me faz bem.



Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma idéia vale uma vida...
Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós
Algo de uma criança...
Enquanto houver sol
Enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol
Enquanto houver sol...
Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando
Que se faz o caminho...
Quando não houver desejo
Quando não restar nem mesmo dor
Ainda há de haver desejo
Em cada um de nós
Aonde Deus colocou...
Enquanto houver sol
Enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol
Enquanto houver sol...

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Novos Ares

Abro a janela pra deixar o sol entrar.

Ar fresco remove o mofo da velha rotina.

Hoje não quero solidão. Não quero lembrar de te esquecer.

Hoje prezo a ausência de sorrisos amarelos e dos restritos aos cantos da boca. Abro mão da "felicidade planejada" e das hipócritas relações amorosas pra encher meu dia de gratidão.

Começo agradecendo pelos presentes que a vida me deu.

Inspirada nos Filhos do Tio Sam renovo meu ânimo; nos irmãos de casa, meus ideais; e nos que por aqui valem a pena, minha esperança.

Hoje grito aos 4 cantos que a vida é mesmo mais leve quando se tem gente boa por perto e cá pra nós, em matéria de amizade, indiscutivelmente, tirei a sorte grande!

terça-feira, 6 de abril de 2010

O outro lado da moeda

Acabo de ler meus textos e constato que não me identifico por completo aqui.

Mesmo blogs restritos recebem visitas estranhas e daí, ontem, me deparei com a bendita pergunta: onde foi que você se perdeu?

Decido então abrir um pequeno espaço (mesmo sabendo que quase ninguém lê isso), pra tentar me expôr por um diferente point of view.

Pra início de conversa, costumo escrever quando estou deprimida, afinal, se estou bem, pra que perder tempo por aqui? Quem me conhece sabe que bom humor é sempre uma ótima desculpa pra tomar uma ou um café com o povo fixe da malta! =)

Por outro lado gosto de mergulhar fundo nas intrigas e confissões humanas, ainda que restrita ao âmbito pessoal.

De achar explicações sem prazo de validade para problemas insolucionáveis, de criar teorias que não concordo e de lavar os olhos em seções de auto-piedade extrema só pra sentir revigorada depois.

Curto minha TPM.
Futuco dores de cotovelo mas amo gargalhadas (sinceras, claro).

Prezo amizade. Morreria por eles.
Relembro o passado só pra dar o devido valor ao que já foi e a quem esteve nele.
Crio expectativas pelo simples prazer de não me encaixar nelas.
Sonho. Coisas boas e ruins.

Não sou moldável (o que não significa que seja diferente).


Se pra você sou a típica bem humorada, pra muitos derramo diariamente rios de lágrimas imaginando o que poderia...SE.

Minha imaginação é literalmente um depósito de adubo orgânico. Algumas "merdas da vida" realmente promovem meu crescimento.

Não sou melhor, nem pior, nem bela adormecida, nem bruxa por completo. Não acredito em conto de fadas, mas seria uma atriz memorável se representasse um.

Não gosto de ser " HUMANA". Não vejo nessa espécie nenhuma vantagem frente às demais. Sou bióloga evolucionista e criacionista e não se atreva a discutir isso comigo.

Sou fiel. Fiel aos meus valores e verdades. Mantenho um coração de carne, ainda que corroído pela solidão.

Se mistérios vê em mim, saiba que eu também os vejo... Só não sei como desvendá-los, assim como você.

Forte, frágil, cara de pau e tímida, falastrona e introspectiva... só sou mulher até precisar de um super-herói.
Tenho as costas largas mas as mãos são pequenas e se machucam facilmente.

Canto Djavan com a alma (literalmente), ouço Rock pra me libertar e "musicalizo" TODOS os meus momentos.

Respiro leve de frente pro mar....fascínio que nunca soube explicar.

Encanto pássaros com o olhar, peixes com a voz, cachorros com o coração e não, não sou fã de gatos (nem de pessoas com comportamento similar).

Gosto de dependência, cumplicidade, transparência total (ainda que tenha dificuldade em me dividir com você).

Todos os dias sinto saudade. Boa e ruim. Choro pelas duas.

Sei me fazer compania, mas em geral, prefiro a sua.

Desejo profundamente me entregar denovo ao amor, só ando com preguiça de procurar e descrente de que serei encontrada. Ainda assim, sou feliz.

Sou romanticamente independente mas ainda espero fundir minha alma à de alguém. Fazer uma só.
Isso talvez explique porque só sou dona do meu nariz até ele parar de apontar pro meu umbigo. Escolho, em geral, o caminho da razão mas sempre desejo o outro lado.

Sou alma, sorriso, dependo de sol. Sou BRASILEIRA, mas  não me enquadro no sentido pejorativo da classificação.

Sou seu carnaval, mas posso ser seu pior inverno.
Sou inocente quando convém, esperta pro que me "apetece" e mais contraditória do que pode imaginar.

Sou simples mas tenho berço.
Caráter, verdade e amor são valores inalteráveis em mim. Busco diariamente viver em paz mas se preciso fosse, lutaria por ela.

Tenho total dependência de Deus, parcial dos que amo e nenhuma de pessoas sem escrúpulos.

Depois disso tudo, respondendo a parte de onde me perdi? Se é que um dia me encontrei, talvez tenha sido aquí, nesse meu mundo gigante de ilusões.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Minuto Gastrô

Pão de queijo, carne moída, bifinhos de porco com pão...

Já que não suporto mais as lembranças do passado e a ansiedade do futuro decido encher meu presente de presente para os outros, afinal, nesse clima, anything could taste good...pelo menos pro meu paladar.

Solidão me amarga a boca, saudade dói fundo no peito e essa ausência de você consome o que já não mais existe de bom em mim.