sexta-feira, 16 de abril de 2010

Meu único soneto

Desde menina não me identifico em poesias. Sempre achei que palavras bonitas não ficam bem em formas desconexas, ainda que sejam capazes de expressar o "abstrato jeito de ver o mundo".

De todas elas, contudo, poucas me fizeram sentido e essa a seguir é uma delas.


"Quem poderá enxergar tua alma tão bela quanto eu?
Ou poderá ver em teus olhos toda sinceridade de teu ser?

Teu sorriso é tão belo quanto o pôr do sol
e o sol que me acolhe e me esquenta é o teu olhar tão profundo,
que a tantos penetra e a muitos outros acalenta.

Pobre de mim...um simples ser, HUMANO.
Acreditar que um dia tocarei as asas de tua sabedoria e a
leveza de tua poesia....

Sim!!! Somente EU poderei ver-te tão real quanto és.
E somente EU terei que sofrer tanto em ter que me contentar a simplesmente OLHAR...."


Ao meu amigo Mant por ter me mostrado que todos nós sofremos pelas mesmas causas, ainda que expressas de formas diferentes.

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