Experiência de vida não é ser detentor de verdades absolutas.
Não é ter um emprego estável e um carro caro o bastante pra se sentir realizado.
Não é andar de salto alto com um laptop na mão.
Não é juntar conhecimentos teóricos sobre o que deveríamos ser.
Não é achar que estamos imunes a futilidades, pensamentos vagos e incertezas.
Experiências só são aplicáveis à caminhos por onde já andamos e em geral, só caem bem em situações passadas.
Nos misturando ao mundo, com o passar do tempo, vamos sendo moldados, crescendo a medida que nos deixamos crescer, até acabarmos pateticamente iguais.
É aí que se perde a graça da vida.
Pessoalmente escolho o risco de ser criança e de não ver o mundo em preto e branco.
Escolho não levar nada assim tão a sério, me mantendo o mais humana possível.
Crio novas oportunidades pra velhas histórias, ainda que descrente de finais felizes.
Me entrego aos desejos mais insanos da alma.
Deixo o coração sonhar.
E se nesse caminho minha experiência de nada valer, significa que por si só já terá valido a pena.
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