Não foi justo.
Não depois que decidi que UM valeria mais que DOIS, ainda que tenha guardado isso só pra mim.
NADA arrancaria de lá. Nada. (Até o meio cigarro...).
Confiança que ao partir quebrou o peito em pedacinhos e faz doer.
Chorei fundo meu triste encanto por você. Aquele que aqueceu com verão, não foi regado na primavera e congela aos poucos ao longo do inverno.
Não falo pra doer em você (mesmo pq isso seria auto-flagelação), mas falo por necessidade de desengasgo. DESAPEGO.
Confesso: ingenuidade leva à crença.
Fé que infelizmente não faz a dor sumir daquí.
Quero que saiba que nunca joguei, não menti, não usei, não cobrei, não falei, mas é: amei você.
Desde o primeiro beijo, desde a primeira despedida (e também na mais dura delas).
Fiz um pedido de frente pro mar e desejei não morrer na praia se ele se tornasse real.
Dei espaço, mas pra não sofrer imposição dele.
Me agarrei ao sorriso, briguei com a razão e sem sua permissão fui me jogando devagarinho nesse penhasco, vulgo palco do mundo.
Foi assim que despedi do passado, desprendí do velho e com muito carinho preparei o novo espetáculo pra você. Só pra você.
Foi mágico.
Contei na folhinha.
Dia após dia...uma após a outra, e esperei que ali tudo não passasse de carnaval. É, ví a banda passar e pisquei por opção. Valia a pena.
O dia chega.
Continuei a espera!!!!
Fui MÁGICA.
Desejei com a alma ver aqueles olhos denovo mas eles não me saltaram da cartola. (Hoje entendo que é porque não estavam mais lá).
Foi aí que decidí virar platéia. Esperei pra ver o que viria depois mas como não tinha show cansei.
Recomeçei sem você.
Era trapezista.
De vôo em vôo fui me guardando pra não doer, pra não machucar, pra melhorar....
Me guardei de você.
De tanto me esconder dei tanta volta que quase me perdi.
Nesses saltos confesso que deixei parte desses sentimentos caírem do picadeiro, mas com o belo que restava tentei recomeçar o show.
Virei Dona do circo. Administrei palavras, sentimentos, pensamentos e priorizando os lucros fiz caixa dois com a dor. Guardei, arquivei, separei, até que infelizmente tive que ser racional e assumi que emoções não são assim tão selecionáveis.
Deixei o orgulho de lado.
Falei.
Desejei ter calado.
TUDO em que eu acreditava precisava de TEMPO.
Tempo pra ser real, tempo pra dar tempo de VIRAR verdade.
Tentei parar de ser vidente e vendo o devia e o que NÃO devia, não escolhi um caminho pra nós. (desculpe, só não consegui).
Na verdade, nem você.
Ainda assim, durante todo esse tempo fui MUITO mais feliz que triste.
Fui eu e você.
Fui também só eu e briguei MUITO pra não ser só você.
Fui só você e me perdoei por isso (mas jurei não repetir denovo).
Sabe como é! Tem coisa que não se escolhe (apesar da chance de ir parar na estante).
Não fui imóvel por medo. Bem verdade que se um dia fui segura pelo peso do pó e no outro, antes mesmo da queda, sentí o gosto do tombo e por dor fiquei, no último entendi que mais cedo ou mais tarde,um dia, todo mundo tem que cair (no abismo ou fora dele) e se assim é, que seja por amor (ainda que só o próprio).
Por lágrimas que não representam auto-piedade, nem medo, nem saudade da estante, desejo só que no nosso mundo não exista culpa, bagagem aberta, terra ao redor do umbigo, ausência de palavras, de carinho nem de AMOR, porque se tem alguma coisa que ainda falta falar é que VOCÊ FOI A GRANDE ATRAÇÃO DESSE SHOW.
E nesse circo sem data de inauguração, por hoje me despeço como palhaço: com um sorriso borrado na cara, um prego no peito e um coração de borracha na mão.
É. Por isso tudo, só por hoje, não guardo meu amor pra você.
Não depois que decidi que UM valeria mais que DOIS, ainda que tenha guardado isso só pra mim.
NADA arrancaria de lá. Nada. (Até o meio cigarro...).
Confiança que ao partir quebrou o peito em pedacinhos e faz doer.
Chorei fundo meu triste encanto por você. Aquele que aqueceu com verão, não foi regado na primavera e congela aos poucos ao longo do inverno.
Não falo pra doer em você (mesmo pq isso seria auto-flagelação), mas falo por necessidade de desengasgo. DESAPEGO.
Confesso: ingenuidade leva à crença.
Fé que infelizmente não faz a dor sumir daquí.
Quero que saiba que nunca joguei, não menti, não usei, não cobrei, não falei, mas é: amei você.
Desde o primeiro beijo, desde a primeira despedida (e também na mais dura delas).
Fiz um pedido de frente pro mar e desejei não morrer na praia se ele se tornasse real.
Dei espaço, mas pra não sofrer imposição dele.
Me agarrei ao sorriso, briguei com a razão e sem sua permissão fui me jogando devagarinho nesse penhasco, vulgo palco do mundo.
Foi assim que despedi do passado, desprendí do velho e com muito carinho preparei o novo espetáculo pra você. Só pra você.
Foi mágico.
Contei na folhinha.
Dia após dia...uma após a outra, e esperei que ali tudo não passasse de carnaval. É, ví a banda passar e pisquei por opção. Valia a pena.
O dia chega.
Continuei a espera!!!!
Fui MÁGICA.
Desejei com a alma ver aqueles olhos denovo mas eles não me saltaram da cartola. (Hoje entendo que é porque não estavam mais lá).
Foi aí que decidí virar platéia. Esperei pra ver o que viria depois mas como não tinha show cansei.
Recomeçei sem você.
Era trapezista.
De vôo em vôo fui me guardando pra não doer, pra não machucar, pra melhorar....
Me guardei de você.
De tanto me esconder dei tanta volta que quase me perdi.
Nesses saltos confesso que deixei parte desses sentimentos caírem do picadeiro, mas com o belo que restava tentei recomeçar o show.
Virei Dona do circo. Administrei palavras, sentimentos, pensamentos e priorizando os lucros fiz caixa dois com a dor. Guardei, arquivei, separei, até que infelizmente tive que ser racional e assumi que emoções não são assim tão selecionáveis.
Deixei o orgulho de lado.
Falei.
Desejei ter calado.
TUDO em que eu acreditava precisava de TEMPO.
Tempo pra ser real, tempo pra dar tempo de VIRAR verdade.
Tentei parar de ser vidente e vendo o devia e o que NÃO devia, não escolhi um caminho pra nós. (desculpe, só não consegui).
Na verdade, nem você.
Ainda assim, durante todo esse tempo fui MUITO mais feliz que triste.
Fui eu e você.
Fui também só eu e briguei MUITO pra não ser só você.
Fui só você e me perdoei por isso (mas jurei não repetir denovo).
Sabe como é! Tem coisa que não se escolhe (apesar da chance de ir parar na estante).
Não fui imóvel por medo. Bem verdade que se um dia fui segura pelo peso do pó e no outro, antes mesmo da queda, sentí o gosto do tombo e por dor fiquei, no último entendi que mais cedo ou mais tarde,um dia, todo mundo tem que cair (no abismo ou fora dele) e se assim é, que seja por amor (ainda que só o próprio).
Por lágrimas que não representam auto-piedade, nem medo, nem saudade da estante, desejo só que no nosso mundo não exista culpa, bagagem aberta, terra ao redor do umbigo, ausência de palavras, de carinho nem de AMOR, porque se tem alguma coisa que ainda falta falar é que VOCÊ FOI A GRANDE ATRAÇÃO DESSE SHOW.
E nesse circo sem data de inauguração, por hoje me despeço como palhaço: com um sorriso borrado na cara, um prego no peito e um coração de borracha na mão.
É. Por isso tudo, só por hoje, não guardo meu amor pra você.
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