segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Tempo

Aprendi desde pequena que tem tempo pra tudo.


Tempo pra plantar e pra colher,
tempo pra ser criança e pra ser adulto,
tempo pra ser feliz e pra ser triste,
tempo pra pedir, esperar e receber.

Tempo é um parceiro constante, por vezes indesejável, responsável por inúmeras definições do meu EU. Não consigo explicar a influência que "ele" tem em todas as minhas decisões e na alegria ou tristeza que elas acarretam.

Tempo pra sonhar: 


Uma sementinha chamada sonho é lançada no coração do homem e quando ela brota é tão lindo.
A vida ganha cor, o coração alegrias, a cabeça idéias, o espírito motivação e força pra seguir em frente...
aí surge o TEMPO.

Tempo pra fazer do sonho realidade:

Se ele fosse curto o bastante pra que a alegria inicial pudesse ser desfrutada por completo seria literalmente um SONHO pra mim. Longas esperas fazem qualquer pétala despencar e acrescentam espinhos incontáveis numa longa jornada  rumo à frustração. Aí só o "tempo" cura. 

Imensurável é a dor de um sonho perdido. Quase maior que a própria alegria de ter sonhado.

O tempo necessário para que sonhos se tornem reais não deveria ser crucial na recompensa da realização, mas infelizmente, no meu caso, é. Intimamente relacionado com o nascer do medo, com a falta de fé e com a dor da espera o tal "tempo" tem sido um calo no meu sapato.

Deveria andar descalço mais vezes.


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