quarta-feira, 24 de março de 2010

Relações Humanas Desconexas Parte 2


Escuto a gargalhada que vem da porta da padaria....

Coisa gostosa que ouvia desde pequena, embalada geralmente por um violão desafinado e músicas bregas cantadas por você...

Sinto falta das nossas composições, de ouvir suas poesias, de procurar o papai noel e brincar de rodar no chão da sala. De te ver bater na parede, marcar minha altura, ou botar o namorado pra correr. De contar milhões de vezes o mesmo caso, sempre com um ar de novidade...peculiarmente seu.

Lembrar das canções mais antigas me enche os olhos. Ainda espero que bem velhinho esteja comigo e que esse dia seja cheio de sonho e de paz.

Alguém meio irmão...felizmente nunca tão pai. Não como esses que a gente vê por aí. Não na tentativa de dar a última palavra.

Nessa profunda compreensão de mim mesma, descubro diariamente que tenho mais de você do que costumava imaginar.

Necessidade de atenção e de privacidade, popularmente tímida, atrevida, tupetuda e cheia de valores.

Fechada nesse meu mundinho particular, onde sou pequenina e também gigante, a prática do desapego não faz parte do meu vocabulário.

Apego a tudo e a todos.
Amo desmedidamente.
Isso, claro, só é possível porque não crescí a frente ou atrás, mas sempre ao lado.
Onde tudo tem seu tempo e o esforço é recompensado na mesma medida.

Á ela, por me ensinar a lutar delicadamente para conquistar meu lugar ao sol. Diferentes...mas nós, mulheres, nos aceitamos ainda assim.

É com amor e muita saudade que agradeço por existirem e que Deus os guarde aonde estiverem.

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