Decidi escrever porque estou mesmo apreensiva...preciso desabafar sem contar pra ninguém e nesse sentido, nenhum lugar me supriria mais.
Amanhã decide TUDO e talvez seja o tudo que não quero.
Eu sei. Se for, vai ser bom.
Também sei que aceito, se assim conseguir, e prometo mostrar mais interesse do que de fato tenho mas mais uma vez sinto o cheiro da arapuca.
Armadilha construída pelas minhas mãos e engenhosamente desenhada pra que eu não seja capaz de nenhum auto-resgate.
Até eu me pergunto, pra que tanto esforço em me obrigar ao que não quero?
Eu mesma respondo: se não assim, as asas da preguiça crescem, cobrem meu rosto, me amarram os pés e sobrepõem às naturais. Não me deixam voar.
E se nessa auto-punição do crescimento eu te perder?
Não se perde o que nunca se teve e por assim ter sido sou obrigada a renunciar próprios sonhos. Deixo a razão no controle, apesar de ser ínfima perto do desejo. Esse, tento mais uma vez reprimir, ainda que sabendo que vulcões são fruto de repressões excessivas...
E assim, esse amor próprio consome com minha própria alma, corrói meu próprio coração e escreve meu destino me separando mais uma vez dos meus próprios sonhos e neles incluo você.
Feliz eu seria, se a cabeça não brigasse tanto com o coração.
E TUDO por amanhã.
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