sábado, 26 de junho de 2010

Não era

Definitivamente.

Confesso: tentei. E denovo, denovo, denovo, denovo....
Jurei que era a última vez. Última? Próxima? Última da próxima.
Sem entrada nem saída.
Sem volta.
Por mim.
Por nós.
Pelo resto.
O resto importa, nós não.

Fecho os olhos. Inundo pra sobreviver.
É como se estivesse lá.
Sinto o cheiro da terra molhada, grama, manga ubá. Do frango saindo do fogo, do arroz recém queimado embalado por pequenas descussões.
Até delas sinto falta.

Da hora do café, do pão quentinho do Monteiro e das maravilhas da Colombina.
Da minha pequena. Brota aqui um sorriso só de lembrar. Arteira, esperta, preguiçosa como a mãe. Não é mais minha.

Me culpo por não estar perto.
Perto pra novela, remédio, torradinhas e chá de casca de maçã.
Pra escolha de roupas, presentes e sapatos.
Pra levar pra passear e conversar por horas no possante.
Lembro do dia da chuva. Queria ter dado mais um abraço só.
É que é quando passa que comeca a doer.
Não gosto de revistinhas religiosas e não espero o fim do mundo.
Não esse.

Patriotismo e saudade me fazem chorar. Dependo disso pra viver, como é que faz? Não. Utopias não existem quando se é feliz. E não conheço ninguém que seja de fato sem realizações. Por elas eu engulo, levanto e brinco de super-herói.
Ainda que sem eles e no meio do caminho.

Que no vento um beijo meu seja levado especialmente pra você e que Deus nos guarde até lá.

Por enquanto digo ao povo que fico.

Um comentário:

  1. e espero bem que fiques (bem).
    um abraço apertado e com muito que falar.

    havemos de ir beber um café juntas, que tal?
    não tenho mensagens :x

    beijinho *

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